Uma das queixas mais comuns em consultório clínico/medicina da família. Queixa frequentemente mal diagnosticada e tratada. Por exemplo, é bastante comum eu atender pacientes com crises freqüentes de enxaqueca, muitas vezes 2-3, até 4 vezes por semana e usando apenas medicação para as crises. Quase sempre este paciente tem indicação de tratamento profilático, ou seja, uma medicação de uso diário, para PREVENIR a ocorrência das crises e para que, se elas ocorrerem, sejam mais brandas.

Tratamento da cefaléia, dor de cabeça

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Também comumente vejo aqueles pacientes que já fizeram diversos exames “todos normais” e continuam com dor de cabeça.

Quase sempre o diagnóstico de uma cefaléia é clínico, ou seja, não depende de exames, melhor, sequer é dado por exames, como no caso da enxaqueca.

O diagnóstico desta e de tantas outras cefaléias (há mais de 100 tipos diferentes de cefaléia) é obtido, principalmente, quando não unicamente, através da anamnese – a conversa do paciente com o médico, muitas vezes bem detalhada nas características da dor e circunstâncias em que ocorre e outros sintomas acompanhantes.

E claro, é preciso atenção do médico. Na imensa maioria das vezes a cefaléia é uma doença benigna (não que não incomode bastante em alguns casos), mas eventualmente pode ser sinal de algo mais sério.

Em resumo, a maioria das cefaléias (“dor de cabeça”) se adequadamente diagnosticada e tratada tem bom controle, havendo grande melhora na qualidade de vida do paciente.

Dr. José Luís Verbiski – CRM-PR 27103 RQE 20778
Especialista em Medicina da Família e Comunidade
Clínico Geral