Tratamento da cefaléia, dor de cabeça

A dor de cabeça ou cefaleia é uma das queixas mais comuns em consultório clínico/medicina da família. Entre os dois tipos mais comuns de cefaleia recorrente temos a enxaqueca e a cefaleia tensional.


A enxaqueca normalmente é caracterizada por uma dor tipo latejante ou pulsátil (“parece um coração batendo na cabeça”). É comum ser acompanhada de enjoos e eventualmente vômitos. Muitas vezes piora com claridade (fotofobia) e/ou barulho (fonofobia). Normalmente o paciente sente-se melhor ao repousar em silêncio, num quarto escuro. É mais frequente em mulheres e tende a piorar com o tempo se não tratada. Tem, quando muito frequente, importante impacto na qualidade de vida da pessoa.


É bastante comum eu atender pacientes com crises freqüentes de enxaqueca, muitas vezes 2-3, até 4 vezes por semana e usando apenas medicação para as crises. Quase sempre este paciente tem indicação de tratamento profilático, ou seja, uma medicação de uso diário para PREVENIR a ocorrência das crises e para que, se elas ocorrerem, sejam mais brandas. Costuma ter boa resposta ao tratamento com grande melhora da qualidade de vida naquelas pessoas cuja enxaqueca é bastante frequente e incômoda.

 

Outro tipo bastante frequente de dor de cabeça é a cefaleia tipo tensional, caracterizada por tipo aperto que afeta ambos os lados da cabeça. Não é acompanhada de náuseas ou vômitos, podendo, eventualmente, piorar com barulho ou claridade (mas não ambos).


Quase sempre o diagnóstico de uma cefaleia é clínico, ou seja, não depende de exames, melhor, sequer é dado por exames, como no caso da enxaqueca.

 

O diagnóstico desta e de tantas outras cefaleias (há mais de 100 tipos diferentes de cefaleia) é obtido, principalmente, quando não unicamente, através da anamnese – a conversa do paciente com o médico, muitas vezes bem detalhada nas características da dor e circunstâncias em que ocorre e outros sintomas acompanhantes.

 

E claro, é preciso atenção do médico. Na imensa maioria das vezes a cefaleia é uma doença benigna (não que não incomode bastante em alguns casos), mas eventualmente pode ser sinal de algo mais sério.

 

Em resumo, a maioria das cefaleias (“dor de cabeça”) se adequadamente diagnosticada e tratada tem bom controle, havendo grande melhora na qualidade de vida do paciente.

 

O autor clinica em Curitiba e Quatro Barras, ambas cidades no estado do Paraná

 

Dr. José Luís Verbiski

Especialista em Medicina da Família e Comunidade

Clínico Geral

CRM-PR 27103 RQE 20778

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