Uma das doenças crônicas mais comuns na idade adulta. O que define diabetes é um aumento persistente nos níveis de açúcar no sangue (a glicemia).

Normalmente quando um paciente apresenta um nível elevado de açúcar no sangue este deve ser confirmado com uma nova medida em um dia diferente para se definir o diagnóstico de diabetes.

Existem dois tipos mais comuns de Diabetes, o Tipo I, o qual costuma iniciar em crianças ou adolescentes, sendo essencial o uso de insulina para seu controle e o Tipo II, mais comum em adultos, principalmente acima do peso ou obesos, os quais muitas vezes, pelo menos nos anos iniciais da doença, não precisam de insulina. Há também tipos mais raros de Diabetes (LADA, MODY, etc.).

O Diabetes, se não adequadamente tratado, ao longo dos anos, pode acarretar diversas complicações como importante diminuição da visão ou até mesmo cegueira, diminuição da função do rim, podendo até mesmo levar à insuficiência renal – quando os rins deixam de filtrar adequadamente o sangue de suas impurezas – havendo necessidade de hemodiálise. O Diabetes também está entre as principais causas de infarto do coração e derrame.

Também pode levar a amputações, principalmente de membros inferiores, especialmente pés, devido à combinação de prejuízo à circulação local e neuropatia periférica (danos aos nervos).

Infelizmente é comum casos de pacientes com mau controle do diabetes. Este mau controle da doença aumenta o risco de complicações, algumas delas irreversíveis.

Um dado muito importante a se levar em conta no tratamento é a condição clínica e idade do paciente. As metas de tratamento não podem ser a mesma para um paciente de 40 e para outro de 80 anos. Há que se individualizar a conduta. O próprio excesso de tratamento pode ser danoso, particularmente no caso de diabetes, pela ocorrência das temidas hipoglicemias (baixo açúcar no sangue), que particularmente em idosos são bastante perigosas.

Dr. José Luís Verbiski – CRM-PR 27103 RQE 20778
Especialista em Medicina da Família e Comunidade
Clínico Geral