Agora nos meses de inverno aumenta muito a ocorrência de doenças respiratórias, principalmente em crianças.

Particularmente se a criança é portadora de asma (“bronquite alérgica”) e rinite podem ocorrer complicações, algumas delas graves.

É comum nesses casos os pais recorrerem aos serviços de emergência (PA ou pronto-atendimento). Contudo, exceto em casos graves, este não é o melhor local para a criança ser avaliada. Além de muitas vezes ocorrem longas esperas, pelo volume de pacientes, nem sempre o médico tem todo o tempo que precisaria para avaliar o caso e orientar a família, além do que fica difícil que este profissional possa reavaliar a criança, se necessário, em 24 ou 48 horas. A reavaliação geralmente será com outro profissional que estará de plantão naquele momento, ficando prejudicada a continuidade do atendimento e a comparação que o médico pode fazer com o estado anterior do paciente.

Na emergência nota-se ainda uma tendência maior ao uso de antibióticos sem uma real necessidade, haja vista a dificuldade para se reavaliar o paciente e a “pressão” dado o volume de pacientes a ser atendido. Um maior uso de antibióticos pode levar a aumento da resistência bacteriana e isto pode ter conseqüências futuras sérias.

Também falta ao médico nos serviços de emergência tempo para orientações e para perceber outros problemas de saúde associados que possam estar contribuindo para o quadro.

Apesar deste breve artigo enfocar especialmente crianças e adolescentes pode-se dizer que, em linhas gerais, o mesmo é válido para idosos, especialmente os portadores de doenças respiratórias crônicas como a DPOC – Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (“enfisema”) e doenças que tendem a fazer com que, por vezes, o paciente reaja menos as infecções, como o Diabetes.

Dr. José Luís Verbiski – CRM-PR 27103 RQE 20778
Especialista em Medicina da Família e Comunidade
Clínico Geral