Pacientes idosos costumam frequentar diversos médicos. Na maior parte dos casos seu tratamento poderia ser conduzido por apenas um médico de família ou um bom clínico. Mesmo quando há necessidade de acompanhamento eventual por um especialista é bom que o paciente tenha seu médico de referência para “gerenciar” e orientar seu tratamento e tirar suas dúvidas.

Ademais o médico de família, dada sua formação, tem uma visão integral da saúde do paciente e trata o idoso de forma mais conservadora e muitas vezes conseguindo até reduzir a quantidade de medicações utilizada, pois algumas destas não trazem benefícios claros ou podem até implicar em riscos ao paciente.

Também o médico de família pesa muito a qualidade de vida de seu paciente não apenas as “metas” de seu tratamento.

Por vezes o idoso – ou o paciente com multimorbidades, isto é, aquele paciente com duas ou mais condições simultaneamente, como diabetes + hipertensão + insuficiência cardíaca – não está sentindo-se muito bem tanto por não terem suas doenças bem controladas quanto por não estarem com o esquema medicamentoso otimizado. Simplesmente adequando o tratamento muitas vezes já é possível aumentar o bem estar do paciente.

Outra coisa que muitas vezes ajuda bastante o paciente, do ponto de vista financeiro, é a troca de medicações “da moda”/”recomendada pelo representante do laboratório x” por outras igualmente eficazes e cientificamente comprovadas como tal e que podem custar às vezes até 10 vezes menos.

No caso de pacientes idosos, uma recomendação importante é sempre que possível venham acompanhados de um familiar, especialmente na primeira consulta.

Também na primeira consulta trazer pelos menos os exames do ano anterior (se tiver) e as receitas ou medicações em uso.

Dr. José Luís Verbiski – CRM-PR 27103 RQE 20778
Especialista em Medicina da Família e Comunidade
Clínico Geral