O excesso de peso e a obesidade são hoje considerados um problema de saúde pública. Essas duas condições são fatores de risco, ou seja, aumentam as chances de uma pessoa vir a sofrer de diversas doenças crônicas como pressão alta (hipertensão), diabetes, artrose de joelhos, problemas na coluna, etc.

Em primeiro lugar precisamos diferenciar sobrepeso de obesidade. O sobrepeso é uma situação de menor risco à saúde, na qual o excesso de peso ainda não é tão importante, em termos de saúde. Contudo as pessoas tendem a ter um olhar crítico na questão mesmo do sobrepeso, por motivos estéticos.

Define-se sobrepeso e obesidade mediante o valor do IMC, que é calculado dividindo-se o peso em kg pela altura em metros elevado ao quadrado. Ao digitarmos as palavras “calculadora IMC” no Google, o primeiro resultado que aparece é uma calculadora na qual basta colocar os dados de peso em kg e altura em cm para termos o resultado de IMC.

Após calcularmos o IMC a pessoa será classificada em uma das seguintes categorias:

Baixo peso = IMC menor que 18,5 Kg/m²
Peso normal = IMC entre 18,5 e 24,9 Kg/m²
Sobrepeso = IMC entre 25 e 29,9 Kg/m²
Obesidade grau I = IMC entre 30 e 34,9 Kg/m²
Obesidade grau II = IMC entre 35 e 39,9 Kg/m²
Obesidade mórbida = IMC maior que 40 Kg/m²

Quanto maior for o IMC de uma pessoa após 30 (Obesidade Grau I) mais aumenta o risco à sua saúde.

Quanto às causas da obesidade estas podem ser múltiplas, desde uma combinação de uma ingesta calórica acima dos gastos do indivíduo combinado a um baixo nível de atividade física. Herança genética, diversas doenças e medicamentos também podem contribuir para um ganho excessivo de peso.

Aliás, a tireóide, popularmente culpada pelas pessoas pelo seu ganho de peso, na maioria dos casos não é uma causa tão comum de excesso de peso quanto se costuma pensar.

Após avaliação clínica para detectar a causa da obesidade e outros problemas que porventura possam estar associados como, por exemplo, Diabetes Tipo II, o qual é mais comum em obesos, deve-se então iniciar o tratamento visando sua causa específica, se houver, sendo fundamental também um acompanhamento nutricional para ajudar na perda de peso e reeducação alimentar se for o caso.

É importante que o paciente não espere resultados milagrosos e sem esforço como costumamos ver anunciados na internet ou outras mídias.

Dr. José Luís Verbiski – CRM-PR 27103 RQE 20778
Especialista em Medicina da Família e Comunidade
Clínico Geral